domingo, 15 de abril de 2012

EVANGÉLICOS

EVANGÉLICOS

SUMÁRIO
O termo em si significa simplesmente "o povo das Boas Novas" e é usado para definir um forte grupo de cristãos que acredita na Bíblia e enfatiza a necessidade de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo.
Diz-se que a palavra começou a ser usada por Jesus, que "pregava as Boas Novas". Eram Boas Novas sobre um relacionamento com um Deus amoroso e perdoador. Essa era a mensagem que a igreja primitiva pregava durante o Império Romano. Ela nos chega através do inglês como "gospel", mas a palavra grega é "evangelion", o evangelho. Todos os que crêem nele e o transmitem são portanto chamados evangélicos.
O REAVIVAMENTO EVANGÉLICO
Historiadores falam de um reavivamento evangélico na Inglaterra em meados de 1700. Enquanto o Grande Despertamento estava agitando as colônias americanas, Whitefield e os Wesleys estavam inflamando a pátria-mãe também. Na Inglaterra, a teologia cristã estava se enveredando de um lado para um deísmo impessoal e do outro para um severo hiper-Calvinismo. Ir à igreja era mais um evento social do que um encontro espiritual. E na Inglaterra consciente de suas classes, igreja era para a camada mais alta.
Em seguida veio a pregação fervorosa de George Whitefield, que disseminou um avivamento entre os mineiros em Bristol. Quando partiu para as colônias, John Wesley ocupou o espaço com seu apurado senso de organização. Novos fiéis foram dividios em pequenos grupos para estudo bíblico e assumir responsabilidade. Logo o reavivamento se espalhava pela Inglaterra, com pessoas de todas as classes respondendo à mensagem do evangelho. As igrejas existentes não gostaram disso e novas igrejas foram formadas. Charles Wesley escreveu algumas centenas de hinos para uso desses cristãos na adoração.
Essa energia evangélica deu origem à Igreja Metodista, mas também revigorou muitos outros grupos cristãos e ministérios. No fim dos anos 1700 na Inglaterra, houve uma agitada atividade espiritual. Robert Raikes começou as Escolas Dominicais. Elizabeth Fry começou um ministério na prisão. William Carey iniciou as missões modernas. Um movimento para abolir a escravidão começou a ganhar força. Adicionalmente, alguns historiadores interpretam o Avivamento Evangélico como um fator que preveniu uma guerra de classes sangrenta tal como a que a França experimentou em 1789. O Avivamento Evangélico teria dados às classes pobres algo por que viver e motivado todas as classes a uma integração mútua.
FUNDAMENTALISMO
Depois daquele período excitante, o termo evangélico perdeu sua força por um tempo, até que começou a aflorar na América em torno de 1900. Houve reavivamentos periódicos na América nos anos 1800, mas nas últimas décadas daquele século surgiram forças que desafiaram a igreja. A Revolução Industrial estava transformando os fazendeiros ingleses numa força de trabalho urbana. Novas invenções estavam apresando o passo da vida. Cientistas estavam desmistificando a Bíblia, especialmente a estória da criação. Mesmo os teólogos estavam questionando antigos dogmas da igreja. Alguns pregadores estavam reduzindo o Cristianismo a uma reforma social, sugerindo que não importava no que se acreditava, se fosse mostrado amor pelos necessitados. Os melhores colégios da Inglaterra, muitos dos quais fundados por cristãos, agora ensinavam aos jovens que a Bíblia era somente um conjunto de mitos.
Várias vozes se levantaram contra essa posição doutrinária, mas a mais poderosa reação veio impressa. Em 1990 dois homens de negócio de Los Angeles fundaram a publicação "Os Fundamentais" - primeiro uma série de 9 artigos, depois um conjunto de doze livretos estabelecendo os "fundamentos da fé". A inspiração da Escritura, o nascimento virginal, a deidade de Cristo, a ressurreição - esses temas estavam entre as doutrinas pelas quais valia a pena lutar.
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