quarta-feira, 18 de abril de 2012

ÚLTIMOS DIAS



VISÃO GERAL

A Escritura usa a expressão "últimos dias" para descrever o período final da existência da terra. No Velho Testamento, os profetas retrataram os últimos dias como o tempo no qual o Messias chegaria (veja Isaías 2:2; Miquéias 4:1). Os escritores do Novo Testamento de fato se viam como testemunhas que estavam assistindo o desdobramento dos últimos dias. Pedro, por exemplo, explica no seu famoso discurso de Pentecostes que o derramamento de Espírito Santo enchia as palavras de Joel (Joel 2:28): "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito". Semelhantemente, o autor da carta aos Hebreus declara, "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo" (Hebreus 1:1-2).

OS ÚLTIMOS DIAS NA ESCRITURA

A Escritura ensina que o último dia - o dia do julgamento - concluirá o final dos tempos. No Velho Testamento, esse momento mencionado como "o Dia do Senhor". Geralmente é descrito como um dia horroroso de ira contra os que não se arrependeram. No entanto, para os fiéis será um dia de salvação e vingança. Jeremias e Isaías, por exemplo, previram que durante o Dia do Senhor, Deus faria guerra contra todas as nações más e estabeleceria o seu governo na cidade eterna de Sião (Isaías 4:2; 11:10; Jeremias 50:3-32; veja também Joel 2:1-3; 3:9-16; Amós 5:18-20; 9:11; Sofonias 1:7-18). Deus absolverá ou punirá as pessoas baseando-se em suas condutas. Aqueles fiéis à aliança prosperarão, porém os desleais perecerão. O profeta Habacuque, identifica o justo como sendo uma pessoa fiel (Habacuque 2:4).
Os escritores do Novo Testamento aceitaram essas idéias, no entanto as interpretaram na luz da obra e palavras de Jesus. Eles acreditavam que Deus apontou Cristo para ser julgador dos vivos e dos mortos (Atos 10:42; 17:31). Por essa razão, tanto os que crêem quanto os que não crêem tem que comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba bênçãos ou condenação, de acordo com o que eles fizeram com suas vidas (2 Coríntios 5:10; veja também Romanos 14:10). Paulo e João dizem que as pessoas serão julgadas de acordo com suas obras, se elas foram agradáveis a Deus ou não (2 Coríntios 5:10; Apocalipse 20:12). Esse ensinamento não contradiz, no entanto, a noção de graça. É verdade que ninguém chegou ao padrão perfeito de Deus. Todos pecaram e merecem ser castigados (Romanos 3:23). A nossa culpa é inegável, mas podemos escapar da ira do último julgamento. Os nossos meios de resgate são a morte e a ressurreição de Cristo, pois o ato de Jesus leva a absolvição e a vida para todas as pessoas (Romanos 5:18). Aqueles que confiam no Senhor não são condenados (João 3:16-18) e podem entrar no Dia do Julgamento confiantes (1 João 4:17), pois seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 21:27). Aqueles que rejeitarem a Cristo não tem tal recurso. Eles tem que encarar o Dia do Julgamento sem um advogado e serão condenados (Apocalipse 20:11-12).

O SIGNIFICADO DOS ÚLTIMOS DIAS
Os últimos dias são o prelúdio do julgamento final dos que não crêem e a preparação para o amanhecer da glória eterna para os que crêem. Para os fiéis seguidores de Cristo esses são dias de alegria e benção enquanto a igreja espera a redenção. Também são dias de julgamento e aflição para a igreja de Cristo. Mas Deus nos deu a segurança de seu Espírito nos nossos corações e uma amostra do banquete completo, um sinal que promete pagament integral (Romanos 8:23; 2 Coríntios 1:22; 5:5; Efésios 1:14). A realização de que estamos nos últimos dias deve promover uma mudança dramática na qualidade e intensidade em que vivemos as nossas vidas aqui e agora (veja 2 Pedro 3:11-14). Enquanto isso, temos que nos confortar nas palavras de Paulo que dizem que o sofrimento desses últimos dias não são dignos de serem comparados com a glória que nos será revelada (Romanos 8:18).

VIAGEM




VISÃO GERAL
Viajar de um lugar a outro nos tempos antigos era muito diferente do que é hoje. Naqueles tempos as estradas como as auto-estradas e ruas de hoje. Na verdade, muitas vezes havia enchentes nas estradas ou ficavam bloqueadas e as pessoas não podiam viajar por elas de forma alguma.
Viagens marítimas eram feitas em pequenos barcos, e estes eram usados de preferência para comércio e para usos militares. As pessoas tinham que ser muito cuidadosas quando viajavam de navio por causa do perigo causado por tempestades, rochas arriscadas e piratas.
Porque não havia muitos motivos para as pessoas viajarem, a maioria delas nos tempos bíblicos permanecia bem próxima a suas casas. De tempos em tempos, entretanto, grandes grupos de pessoas se mudavam e se fixavam em algum outro lugar. Além disso, as pessoas viajavam por causa de festivais religiosos ou para fugir da guerra ou da fome. Olhando para essas diferentes maneiras de viajar na Bíblia, temos um entendimento melhor de como teria sido viver naqueles tempos.

VIAGEM NOS TEMPOS DO VELHO TESTAMENTO
Muitas histórias do Velho Testamento descrevem o povo de Israel se mudando de um lugar para outro para alimentar seus rebanhos de ovelhas. Os irmãos de José levaram seus rebanhos do sul de Canaã para Siquém e depois para Dotã (Gênesis 37:12-17), uma distância de apenas 96km. Davi viajou pela Palestina, chegando até Moabe (I Samuel 22:3). Além disso, os danitas se mudaram de suas casas a sudoeste de Jerusalém para o norte, bem ao sul das Montanhas do Líbano (Juízes 18:1).
No Velho Testamento, os viajantes normalmente caminhavam, embora jumentos fossem usados para montaria e levar cargas. O boi também era usado para o transporte de cargas pesadas e algumas vezes para transportar pessoas (Gênesis 46:5). Mais tarde, as pessoas começaram a montar camelos quando viajavam (I Reis 10:2; II Reis 8:9). Não sabemos muito sobre lugares para descanso dos viajantes naqueles tempos. Há somente poucas referências de "alojamentos" nas histórias do Velho Testamento (Gênesis 42:27; Gênesis 43:21; Êxodo 4:24).

VIAGEM NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO
O mundo romano conhecia bastante sobre viagem. Os romanos tinham que viajar para cumprir obrigações religiosas durante as épocas de festival, a negócio, para administração governamental e para fins militares. Entre os viajantes do primeiro século, encontramos os primeiros missionários cristãos.
O início da paz e autoridade romana e a construção de estradas de pedra bem feitas tornaram as viagens relativamente seguras e rápidas para as pessoas do tempo do Novo Testamento comparadas às do Velho Testamento. Percorriam-se longas distâncias dentro do Império Romano sobre boas estradas e sob condições razoavelmente seguras. Havia alguns perigos, no entanto, notadamente em viagem marítima, por causa de ventos, tempestades e piratas (Atos 15:39; Atos 18:18-22; Romanos 15:24-25 e II Coríntios 11:25-26). A viagem marítima de Paulo a Roma, por exemplo, foi muito perigosa (Atos 27:1 -28:14).
O Novo Testamento menciona uma quantidade de viagens feitas a pé. Maria viajou da Galiléia para a Judéia para visitar Isabel (Lucas 1: 39-40 e Lucas 1:56). O menino Jesus nasceu em Belém durante o censo (Lucas 2:1-7). Ele e sua família tiveram que viajar para Jerusalém a fim de agir em conformidade com as leis judaicas sobre purificação (Lucas 2:22). Por causa disso, houve três viagens de cerca de 112km de Nazaré a Jerusalém do tempo da concepção de Jesus à purificação de Maria. José e Maria também fizeram a visita anual da Páscoa a Jerusalém (Lucas 2:41-51).


VIDA



Na perspectiva bíblica, a vida flui do Deus Vivo através do Filho (seu agente na criação e redenção) para dentro de um mundo sedento por vida "real" (veja João 6:57).

O DEUS VIVO

Deus Pai está acima de tudo - o "Deus Vivo" (Jeremias 10:10; João 5:26). Deus, a fonte de toda vida (1 Timóteo 6:13), deu aos seres humanos o sopro da vida na criação e os sustenta continuamente (Jó 34:14-15). Somente Deus é quem dá a vida (Gênesis 17:16) e a tira (Gênesis 3:22-24; 6:3; Salmos 104:29; Lucas 12:20).

O movimento é um sinal de vida, o homem é um corpo vivo e animado (Mateus 27:50; Lucas 8:55). Toda a natureza tem a vida vinda de Deus incutida (Atos 17:24-28). A vida, portanto, é sagrada, mas infelizmente é tão transitório quanto a grama, as nuvens, o orvalho e a sombra (1 Crônicas 29:15; Jô 7:6; Thiago 4:13-16; 1 Pedro 1:24). A vida longa é desejada (Gênesis 35:29); qualquer vida é preferível do que a morte e de infinita valia (Eclesiastes 9:4-6; Mateus 6:25; 16:26). A vida de uma pessoa pode ser realçada por amar e servir a Deus (Deuteronômio 30:15-20; 1 Pedro 3:8-12), por experimentar o livramento de Deus (Isaias 38:16) e por receber bênçãos divinas (Mateus 5:3-12).

CRISTO COMO VIDA

A palavra vida em grego é zoe. No grego clássico, essa palavra era usada para vida em geral. Tem alguns exemplos deste significado no Novo Testamento (veja Atos 17:25; Tiago 4:14; Apocalipse 16:3), porém em outras circunstâncias essa palavra era usada para apontar o divino, a vida eterna - a vida de Deus (Efésios 4:18). Esta vida residia em Jesus, e ele a fez disponível para todos aqueles que nele cressem. Todos os serem humanos nascem com a vida natural - chamada em grego de psuche (traduzido como "alma", "personalidade" ou "vida"); eles não possuem a vida eterna. Essa vida só pode ser obtida através da fé naquele que possui a vida-zoe, Jesus Cristo.

A qualidade de vida vibrante e transbordante disponível em Cristo era evidente na autoridade de seus discursos e no poder de seu toque (Mateus 9:18; Marcos 1:27, 41:42; 5:27-29). Ele é o "autor da vida" (Atos 3:15), que proporciona o caminho à vida (Mateus 7:14; 25:46; Marcos 8:35-37; Marcos 9:42-47). Ele levantou os mortos com seu poder vivificador. A sua própria ressurreição fez dele um espírito vivificador, com o poder de uma vida indestrutível (Romanos 8:2; 1 Coríntios 15:45; Hebreus 7:16). Assim, Jesus Cristo é a nossa vida (Colossenses 3:4) - nele temos "novidade de vida" (Romanos 6:4) e somos novamente criados vivendo de agora em diante para ele e não para nós mesmos (2 Coríntios 5:15-17).

João insiste especialmente no ponto em que Cristo é a raiz dessa nova vida (João 3:14-16; 5:21) para os filhos de Deus (João 1:12; 3:3, 5). Essa vida é desfrutada por aqueles que já conhecem à Deus e a Jesus (João 5:24; 17:3; 1 João 5:11-12), pois eles já passaram da morte para a vida (João 10:28; 11:26). Tal vida é abundante (João 10:10), iluminada (João 8:12), livre e satisfeita (João 10:9), vitoriosa (Romanos 6:6-14), cheia de paz e alegria (Romanos 5:1-11), inesgotavelmente refrescante (João 4:13-14; 7:37-38) e imortal (5:24; 1 Coríntios 15:51-57).

Tudo isso é possível, pois desde o começo "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (João 1:4). Assim, a vida que há em Deus flui para o mundo através do Filho, que também tem vida em si próprio e a dá a quem ele quiser (João 5:26). Ele é a "ressurreição da vida" (João 11:25; 14:16) e demonstra isso restaurando a vida a membros paralisados, ressuscitando os mortos e vencendo a morte (João 5:5-9; 11:43; 20).

VIDA FAMILIAR E RELACIONAMENTOS

VIDA FAMILIAR E RELACIONAMENTOS

Deus fez algo maravilhoso quando criou as famílias. Embora as famílias tenham mudado desde os tempos bíblicos, sempre funcionaram da mesma forma básica. As famílias devem ser lugares de encorajamento e amor. Abrigos nas tempestades da vida. Deus ama tanto as famílias que criou uma família para o Seu próprio Filho - Jesus Cristo. Ele valoriza o papel da família e criou-a para ser o centro do crescimento e desenvolvimento. Cada membro tem um determinado papel. Os filhos aprendem a cuidar de si mesmos e de outros na família. Os pais ensinam suas famílias a conhecerem a Deus e a andar com Ele. Deus inventou a família milhares de anos atrás e ainda hoje é uma de suas criações favoritas.

A FAMíLIA NA BíBLIA
Nos tempos bíblicos, a família se compunha de um ajuntamento. Incluía não só pais e filhos, com outros parentes, mas também empregados, viajantes, estrangeiros e qualquer outra pessoa que estivesse na casa. O chefe da família protegia a todos. A família de Jacó, por exemplo, abrangia três gerações (Gênesis 46:8-26). Biblicamente, o termo "família" se confunde com "casa". De fato, "fundar uma casa" pode se referir a organizar uma habitação separada, bem como estabelecer uma família. Em sentido amplo, "casa" pode se referir a uma nação inteira ("casa" de Israel). Os chefes das famílias voltando do seu exílio na Babilônia controlavam algumas vezes centenas de familiares. (Esdras 8:1-14). A família era uma pequena parte de um clã ou tribo. Nos tempos nômades, as responsabilidades e vassalagens se concentravam no grupo familiar maior enquanto ele se mudava de lugar para lugar. Aqueles que pertenciam ao clã sabiam que tinham que trabalhar pelos interesses comuns e ter responsabilidade por todo o grupo. Cada um protegia o outro e tomava providências para outros membros da família em tempos de necessidade.
Com as vidas dos isrealitas estabelecidas, famílias (no sentido mais amplo da palavra) começaram a viver em pequenas cidades circundadas por campos de trigo, cevada e linho, com áreas de pastagens para ovelhas e cabras. Um grupo familiar misto, interdependente, tal como os danitas, de Zorá e de Estaol (Juízes 18:11) compunha cada grupo de cidades. As pessoas tinham que compartilhar a carga de trabalho e cooperar para que a família inteira sobrevivesse a condições adversas.
Como o trabalho artesanal e o comércio se desenvolveram junto com atividades mais sedentárias, os filhos aprenderam as habilidades de seus pais e continuaram os negócios da família. Consequentemente, toda a cidade tinha que seguir um determinado ofício (I Crônicas 4:14; Neemias 11:35). Especializando-se am alguns negócios, entretanto, as pessoas se tornaram menos autosuficientes, dependendo mais deos agricultores para a alimentação e de outras cidades que se especializaram na produção de roupa e cerâmica (I Crônicas 4:21-23).

GRUPOS FAMILIARES MENORES
Com o crescimento das cidades, grupos que se relacionavam viviam juntos em áreas específicas. Neemias (Neemias 11:4-8) e o escritor de Crônicas (I Crônicas 9:3-9) registraram que muitos membros das tribos de Benjamim e Judá viveram em Jerusalém. Os grupos familiares começaram a se fragmentar em grupos menores que se mudaram para as cidades. O grupo familiar ficou ainda menor à proporção que os limites da família mais ampla se estreitava. A família típica era formada de marido, mulher e seus filhos. Como as casas eram pequenas, todos moravam numa só casa.
Durante o período dos reis, Amom e Absalão, filhos do Rei Davi, estabeleceram suas próprias casas separadas (II Samuel 13:7-8, II Samuel 20). Naquele tempo, havia poucos escravos na sociedade hebraica, mas eles também eram considerados membros da família. Como os limites mais amplos da família se diluíram, o chefe da família perdeu um pouco de sua autoridade. Como resultado, a sociedade ficava formada de modo que o rei era soberano e todas as pessoas lhe eram sujeitas.

CASAMENTO E SEUS COSTUMES



Deus começou o casamento com o primeiro homem e a primeira mulher. Quando Deus falou à Adão que um homem deveria deixar a sua parentela e se juntar a uma mulher assim se tornando um (Gênesis 2:24), ele estava descrevendo o casamento. Porém, não é necessariamente o desejo de Deus que todo mundo deva se casar, ele aprova o casamento em geral. Faz parte de seu plano para o ser humano.

LEIS E COSTUMES DOS CASAMENTOS NA BíBLIA
As escrituras se referem à diferentes formas e costumes de casamentos. Este, é um tópico complexo. Porém, podemos tirar algumas conclusões sobre o casamento nos tempos bíblicos examinando leis bíblicas e as descrições dos casamentos.

A AUTORIDADE DO MARIDO
Na sociedade Israelita, o pai era a figura de autoridade na casa. Sua esposa e seus filhos eram considerados sua posse, quase como suas terras e gados (Deuteronômio 5:21). Ele tinha o direito de vender suas filhas (Êxodo 21:7), e até tinha o poder de decisão de vida ou morte sobre a vida de seus filhos. A facilidade com a qual o marido podia acabar com seu casamento divorciando sua esposa, mostra a medida de sua autoridade na família (Deuteronômio 24:1-4; veja Deuteronômio 22:13-21).

Em geral, a noiva deixava seus pais quando se casava e ia morar com o clan de seu marido. Na verdade, a frase "se casar com uma esposa" vem da raiz da palavra que significa "se tornar mestre" (Deuteronômio 21:13). A esposa tratava o seu marido e se referia à ele como seu mestre.

POLIGAMIA E MONOGAMIA
Há vários exemplos de poligamia, o casamento de um homem com duas ou mais esposas, no Velho Testamento. Jacó, por exemplo, era casado com Raquel e Lia. No entanto, não há dúvida que a maioria dos Israelitas eram monógamos, ter uma esposa por vez.

Apesar de a bíblia não condenar a poligamia, ela com certeza não encoraja. A instrução original que Deus deu à Adão era que o homem deixaria o seu pai e a sua mãe e se uniria a sua mulher (Gênesis 2:24).

CASAMENTO ENTRE PARENTES E COM ESTRANGEIROS
Em Israel, o casamento acontecia com aqueles que eram da família imediata. Uma razão para isso acontecer, era para que o casal tivesse a mesma crença. Mas é lógico que se a pessoa tivesse o parentesco muito próximo, aí seria considerado incesto. Deus deu então regras ao povo para desencorajar as pessoas a se casarem com pessoas com o parentesco muito próximo ou mesmo muito distante.

Casamentos entre primos, tais como Isaque e Rebeca eram comuns. Esse tipo de casamento nunca foi condenado nas Escrituras.

ESCOLHA DE UM PARCEIRO
Em geral, os jovens nos tempos bíblicos não escolhiam seus parceiros. O procedimento normal seria os pais do jovem ou da jovem arranjar o seu casamento. Quando as crianças tinham idade suficiente para se casar, os pais do noivo e da noiva se encontravam para resolver a questão, geralmente sem consultar nenhum dos dois jovens.

DIVÓRCIO
Em contraste com o planejamento e banquete elaborado do casamento, o divórcio era simples. O homem poderia se divorciar de sua esposa se ele encontrasse nela uma falha de qualquer natureza, esse direito não foi abolido até o século 11 DC. O divórcio era desencorajado, no entanto, e o processo foi ficando gradativamente complexo.

OS ENSINAMENTOS DE JESUS A CERCA DO CASAMENTO E DO ADULTÉRIO
Os ensinamentos de Jesus tinham enfazes diferentes das do Velho Testamento. Por exemplo, o Velho Testamento não apontava a infidelidade do marido como adultério contra sua esposa. Quando contestado pelos judeus, Jesus disse que Deus havia feito uma esposa para um homem; por isso mesmo não deveria haver divórcio (Marcos 10:2-9). Mais adiante ele diz que se um homem se divorcia de sua esposa e se casa novamente, ele "adultera contra aquela" (Marcos 10:11). Desta maneira, Deus fez o homem e a mulher iguais quando se diz respeito a adultério. Um marido infiel é tão adúltero quanto uma esposa infiel.

CURA



A Bíblia descreve Deus como aquele que cura seu povo. Ele pode nos fazer sentir bem quando estamos doentes. Mais importante, Ele também nos cura do pecado. Nossa natureza pecadora nos separa de Deus porque escolhemos desobedecê-lo. Deus cura nosso relacionamento com Ele quando cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador. Ele perdoa nossos pecados e nos dá vida eterna quando morremos. Jesus deu esta mesma mensagem quando curou alguém que amava. As curas chamavam a atenção das pessoas de tal forma que lhes podia falar sobre o meio de salvação.
CURA NO VELHO TESTAMENTO
O Velho Testamento proporciona o cenário próprio para uma compreensão cristã do conceito de cura. No Velho Testamento, Deus é aquele que cura seu povo. Em Êxodo 15:22-26, depois que livrou seu povo do Egito, Deus o guiou através do mar e adoçou a água em Mara; Ele falou de si mesmo como "o que sara". Isso se refere primeiramente a sustento físico, mas aponta para um quadro maior também. Vemos Deus sustentando o povo numa relação eterna consigo mesmo. De maneira similar, Deuteronômio 32:39 fala de Deus como o que cura. O contexto em Deuteronômio sugere que o seu poder de cura deriva do fato de que Deus é Deus. Este conceito de Deus ecoa através do Velho Testamento pelos salmistas (Salmo 6:2; Salmo 41:4; Salmo 103:3) e pelos profetas (Isaías 19:22; Jeremias 17:14; Oséias 7:1; Zacarias 11:16).

JESUS, O QUE CURA: RELATOS DOS EVANGELHOS
RELATO DE MARCOS
De maneira significativa, o Novo Testamento enfatiza Jesus como aquele que cura. Marcos o retrata como mestre e fazendo curas na abertura de seu relato do ministério de Jesus em Cafarnaum com a cura do endemoninhado, da sogra de Pedro, do doente que lhe foi trazido à noite e do leproso (Marcos 1:21-45). De fato, curar doença e expulsar demônios caracterizam o ministério de Jesus. Marcos apresenta em rápida sequência Jesus curando o paralítico (Marcos 2:1-12), o homem com a mão mirrada (Marcos 3:1-6), a multidão à beira do mar (Marcos 3:7-12), o endemoninhado gadareno (Marcos 5:1-20), a mulher hemorrágica e a filha de Jairo (Marcos 5:21-43). Jesus convocou os Doze para proclamar o arrependimento, expulsar demônios e curar os enfermos (Marcos 6:7-13). Ele mesmo continuou a curar em Genesaré (Marcos 6:53-56), expulsou o espírito imundo da filha da mulher siro-fenícia (Marcos 7:24-30), curou o homem surdo e mudo (Marcos 7: 31-37), o homem cego de Betsaida (Marcos 8:22-26), o menino possuído de um espírito maligno (Marcos 9:14-20) e o cego Bartimeu (Marcos 10:46-52).
De certo que a cura é um aspecto importante do ministério de Jesus. As curas não só expressavam sua compaixão por aqueles que sofriam mas também se constituíam uma revelação da Sua pessoa. Por exemplo, Jesus curou o paralítico "para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados" (Marcos 2:10). Também parece que Marcos quis que seus leitores entendessem que a cura do homem surdo e mudo (Marcos 7:31-37) e do cego de Betsaida (Marcos 8:22-26) simbolizam o despertamento do entendimento espiritual dos discípulos sobre quem Jesus é.
Marcos colocou a cura de Bartimeu (Marcos 10:46-52) imediatamente depois do terceiro anúncio de Jesus sobre sua morte que se aproximava (Marcos 10:32-34) e do terceiro fracasso dos discípulos em entenderem que o fato de ser Ele o Messias acarretava a necessidade de sofrimento (Marcos 10:35-45). Com muita frequência Deus deve ter sentido que seu povo "simplesmente não entendia isso". No entanto, com amorosa compaixão, Ele continua a revelar exatamente quem é. Sim, ele é o que cura. No entanto sofrimento faz parte igualmente do seu plano. Se Deus escolhe não nos livrar completamente do sofrimento, podemos confiar que Ele nos verá através dele por sua graça.



CORTES E TRIBUNAIS



VISÃO GERAL

Disputas legais faziam parte da vida nos tempos bíblicos tanto quanto hoje. Os métodos de trabalho das cortes e de condução dos tribunais entretanto diferiam bastante dos modernos procedimentos legais.

PROCEDIMENTOS LEGAIS NO VELHO TESTAMENTO O PENTATEUCO

Os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio contêm a maior parte da lei no Velho Testamento, bem como outras informações sobre tribunais e leis. Eles descrevem como os julgamentos eram conduzidos antes de Israel ter reis. Depois do estabelecimento da monarquia em Israel, cerca de 1000 AC, seus legisladores fizeram mudanças nas normas legais, cujos detalhes podem ser encontrados em outros livros do Velho Testamento.

O Velho Testamento descreve Deus como supremo legislador e juiz, com Moisés e mais tarde os reis como Seus adjuntos. Mas Moisés não criou a lei ou decidiu sobre os casos mais difíceis. Ao contrário, as contestações eram levadas diretamente a Deus para a decisão (Levítico 24:10-23; Números 15: 32-36; 27:1-11). Quando as desavenças começaram entre os líderes de Israel, Deus interveio, julgando diretamente a parte culpada (Números 16-17). Assim, a lei era vista no Velho Testamento como uma revelação divina. Em outras sociedades, como a antiga Babilônia, a lei foi criação meramente humana.

Moisés escolheu anciãos em todo Israel para julgar todos os casos, com exceção dos mais sérios, aliviando-o da carga de muitas disputas que lhe eram trazidas (Êxodo 18: 13-27). Deuteronômio 16:18 especifica que "juízes" eram selecionados entre os mais respeitados membros de cada tribo ou vila; em outras passagens os responsáveis pela punição dos crimes são chamados "anciãos" (19:12). Os casos difíceis eram enviados a um tribunal de justiça central presidido por sacerdotes e, no período dos juízes, pelos líderes civis e militares (17: 8-12). Débora e Samuel são exemplos disso.

Os julgamentos eram feitos num lugar público, como a porta de entrada da cidade (Deuteronômio 21:19), ficando os juízes sentados e as partes envolvidas e suas testemunhas oculares em pé. Depois de apresentadas todas as evidências, os juízes davam o seu veredito, que muitas vezes era registrado por oficiais administrativos incumbidos de verificar seu cumprimento (16:18).

OUTROS LIVROS DO VELHO TESTAMENTO
Quando Israel passou a reino, seu sistema judicial também mudou. O rei era o supremo juiz que lidava com os casos mais difíceis. Salomão demonstrou sua grande sabedoria pondo fim a uma disputa entre duas mulheres que se diziam mães do mesmo bebê (I Reis 3: 16-28). Esperava-se que os reis usassem de todo o seu poder para proteger os membros mais fracos da sociedade , como órfãos e viúvas (Salmo 72:12). Um julgamento notável no Velho Testamento ilustra como os poderes judiciais do rei poderiam ser mal usados por legisladores perversos. Nabote foi condenado à morte sob a acusação forjada de blasfêmia e o Rei Acabe poderia tomar a sua vinha. Embora falsa a acusação, o tribunal seguiu os procedimentos legais corretos, com julgamento em lugar público, depoimento de testemunhas (falsas, nesse caso, que confirmaram tê-lo ouvido blasfemar contra Deus e o rei - I Reis 21:10) e depois disso, levado para fora da cidade e apedrejado até morrer (I Reis 11-13).
Os profetas algumas vezes usaram a metáfora de Deus colocando Israel diante do tribunal para responder pelos seus crimes. Deus listava os pecados de Israel e convidava o povo a explicar seu comportamento. Algumas vezes céus e terra ou montanhas eram invocados para dar suporte à verdade das acusações de Deus. Finalmente, o julgamento era feito (Isaías 1: 2-26; 43; Jeremias 2:4-37; Miquéias 6).

No livro de Jó também encontramos uma interessante noção de justiça. Jó requereu um tribunal diante de Deus. Pensava que se fosse ouvido de maneira apropriada, sua inocência seria provada e Deus pararia de lhe causar tanto sofrimento (Jó 13:23). Eventualmente Deus deu ouvidos ao seu pedido e começou um longo contra-interrogatório que fez Jó voltar atrás (Jó 42: 1-6).

PROCEDIMENTOS LEGAIS DO NOVO TESTAMENTO

Há várias descrições de julgamentos no Novo Testamento. Jesus foi julgado pela suprema corte religiosa dos judeus - o Sinédrio - e também pelo governador romano. Em Atos lemos que várias ações legais tentaram impedir o progresso do Cristianismo e terminaram com a ida de Paulo para Roma para ser ouvido por Nero, imperador romano.

Os procedimentos legais nas cortes romanas eram ditados por complicadas leis que, de modo geral, lembram as usadas nos sistemas judiciais ocidentais modernamente. Promotores públicos levavam crimes graves a julgamento conduzido por um só juiz, estando presentes advogados de defesa e de acusação. Cortes tradicionais dos judeus podiam solucionar crimes de menor importância e religiosos (Atos 4; 6:12-6:70), mas não podiam julgar casos sérios em que a pena de morte pudesse estar envolvida. Por este motivo, quando o Sinédrio considerou Jesus culpado de blasfêmia, transferiu o caso para Pôncio Pilatos, governador da Judéia.

OS JULGAMENTOS DE JESUS
Jesus foi julgado primeiramente pelo Sinédrio, presidido pelo sumo-sacerdote, em circunstâncias um tanto duvidosas, uma vez que ocorreu à noite e na véspera de uma festa, situações proibidas para julgamento de crimes, embora não se saiba exatamente se havia leis formais nos dias de Jesus.

Depois do Sinédrio, enviaram Jesus para a residência de Pilatos em Jerusalém. Como os romanos não eram favoráveis à condenação à morte por motivos religiosos, as autoridades judaicas apresentaram suas acusações com conotação política, argumentando que Jesus violara a lei "pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, Rei" (Lucas 23:2). Talvez percebendo que essas acusações eram enganosas, Pilatos enviou Jesus a Herodes, que o declarou inocente e o remeteu de volta. Sua sugestão de castigar e soltar Jesus não foi aceita pelos acusadores, que obrigaram Pilatos a sentenciar a crucificação de Jesus.
OS JULGAMENTOS DO APÓSTOLO PAULO
Os registros dos julgamentos de Paulo em Atos também mostram a divisão entre autoridades judaicas e romanas nos assuntos legais. Quando preso, Paulo foi ouvido antes do Sinédrio (Atos 23). Foi então transferido para o governador para um tribunal formal em Cesaréia, onde Félix adiou por dois anos o julgamento, até a chegada de um novo governador, deixando Paulo preso durante todo esse tempo para ser agradável aos judeus. Ao chegar, Festo, o novo governador, sugeriu que Paulo fosse julgado em Jerusalém, mas este procurou fazer valer seus direitos de cidadão romano para ser julgado em Roma (Atos 25:1-20), tendo sido julgado por Nero.

Os casos de Jesus e Paulo testificam que a justiça humana é corrupta. Mas podemos colocar nossa esperança na justiça suprema e incorruptível de Deus.

DEMÔNIO E POSSESSÃO DEMONÍACA



Demônio é um anjo que se rebelou contra Deus ao seguir as ordens de Satanás. Os demônios executam as ordens de Satanás e tentar induzir as pessoas a desobedecerem o desejo de Deus. Quando eles entram realmente na vida dos seres humanos, isso é chamado de possessão demoníaca. Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios.

QUEM SÃO OS DEMÔNIOS
A palavra demônio é de origem grega e significa "falsa deidade" (I Coríntios 10:20). Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. Há só um diabo, que é conhecido por uma variedade de nomes e títulos na Bíblia. O diabo governa sobre todos os outros demônios, que lhe são sujeitos.

Muitas vezes na Bíblia a palavra "espírito" é usada por demônio, com um descritivo. Por ex. a Bíblia menciona "espírito do mal" (Atos 19:12-13), "espírito imundo" (Mateus 10:1, Marcos 1:23, 26; Atos 5:16), "espírito de enfermidade" (Lucas 13:11) e "espírito mudo e surdo" (Marcos 9:25). Alguns demônios possuem o espírito de assassinato, suicídio, medo ou mentira, o que os associa com vários pecados ou atitudes contrários à vontade de Deus.

Demônios são seres criados. São imortais e não podem voltar a ter seu relacionamento anterior com Deus. Têm grandes poderes quando comparados a humanos, mas seus poderes não se comparam com o poder de Deus. Deus nos deu autoridade sobre eles e os cristãos que crêem no poder de Jesus não podem ser conquistados pelo poder dos demônios.

O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS

Os anjos foram criados para adorar e louvar a Deus, servi-lO e agir como seus mensageiros. A Bíblia afirma que eles são "espíritos enviados por Deus para cuidar daqueles que receberão salvação"(Hebreus 1:14). Os demônios têm função similar, mas servem a um mestre diferente. São governados por Satanás, a quem servem sem temor. Atuam nas vidas dos seres humanos, mas seu propósito é cumprir os esquemas de Satanás e fazer oposição a Deus. Tentam, enganam e iludem as pessoas com a intenção de trazê-las para a condenação eterna. Constantemente atacam, oprimem e acusam o povo de Deus. Uma vez que Satanás não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usa os demônios para executarem diferentes tarefas. Por ex., na parábola do semeador (Mateus 13:3-9, Marcos 4:1-20, Lucas 8:4-15) os demônios arrancam fora a palavra antes que ela possa enraizar (Marcos 4:15). Muitas vezes, Satanás promove o afastamento de algumas pessoas de Deus antes que façam um genuíno compromisso (Marcos 4:17).

Basicamente, os demônios trabalham de acordo com o padrão estabelecido por Satanás na sua tentação de Eva no Jardim do Éden. Primeiro, negam a verdade da Palavra de Deus e contestam as afirmações que faz. Em seguida, negam a realidade da morte. Finalmente, apelam para a vaidade e orgulho humanos dizendo que homens e mulheres podem ser iguais a Deus ou mesmo serem deuses (Gênesis 3:1-5). Esses são os métodos e ensinos básicos que estão por trás da maioria dos cultos e das falsas religiões. O
DESTINO FINAL DOS DEMÔNIOS
A Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os "precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" (II Pedro 2:4). Jesus falou sobre o fogo eterno preparado para o diabo e seus demônios. Também descreveu como as pessoas que não crerem nEle terão da mesma forma esse horrível destino na eternidade (Mateus 25:41). Eventualmente Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:10), que é o lugar de tormenta eterna para todas as pessoas cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida (Apocalipse 20: 12-15).
POSSESSÃO DEMONíACA

A possessão demoníaca ocorre quando um demônio ocupa o espírito de um ser humano. A Bíblia nos fala que demônios podem entrar no corpo de uma pessoa (Lucas 8:30, 22:3) a fim de controlar seus pensamentos e ações. Todos os cristãos pertencem a Jesus Cristo e seus espíritos humanos são selados pelo Espírito Santo (Efésios 1:13). Os demônios conhecem e reconhecem este selo. Eles podem também entrar no corpo de animais (Marcos 5:13); são associados com livros de mágica (Atos 19:19) e ídolos (I Coríntios 10:19-21). Com freqüência causam doença ou deficiência física.

Envolvimento com cartas de tarô, horóscopos ou qualquer outra forma de adivinhações podem dar aos demônios a oportunidade de entrar na vida de um cristão. Tais práticas podem ser inofensivas para a maioria das pessoas, mas Satanás usa as menores chances para obter vantagens sobre as pessoas.

MANIFESTAÇÃO

Com freqüência os demônios preferem se esconder para que possam exercer controle sem oposição. Possuem poderes sobrenaturais (Apocalipse 16:14) e exibem esses poderes através de suas vítimas (Marcos 5:4-5; 9:18-20). Muitas vezes Jesus repreendeu os demônios para livrar pessoas que sofriam por suas possessões.

EXORCISMO

Expulsão de demônios ou exorcismo era uma parte normal do ministério de Jesus, que ordenou a seus seguidores que fizessem o mesmo. Essa ordem nunca cessou e se faz ainda mais importante hoje uma vez que as forças do mal grassam com tanta intensidade no mundo. Os seguintes princípios vêm da prática de Jesus, das Escrituras e da observação e envolvimento pessoais:

1. Jesus se dirigia aos demônios e ordenava-lhes que saíssem (Marcos 1:25; 9:25). Amaldiçoava-os "com uma palavra" (Mateus 8:16). Jesus deu autoridade a seus seguidores para usar Seu nome na expulsão de demônios e usar isto como sinal do discípulo cristão (Marcos 16:17). O nome de Jesus não é uma fórmula mágica e seu uso depende do relacionamento entre o Senhor e a pessoa que usa Seu nome (Atos 19:11-18).

2. Jesus expulsa demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:28). Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder para curar todos os oprimidos por Satanás (Lucas 4:18-19; Atos 10:38).

3. Jesus ensinou claramente sobre "amarrar o valente" (Mateus 12:29; Marcos 3:27) e sobre ligar e desligar no céu (Mateus 18:18).

4. A oração é arma importante para lidar com demônios. Quando os discípulos perguntaram por que não podiam expulsar um certo tipo de demônio, Jesus respondeu que muitos tipos só poderiam ser dominados com muita oração (Marcos 9:28).

5. Apocalipse 12:11 descreve o poder que "o sangue do Cordeiro" tem sobre Satanás. Os demônios não gostam de ouvir sobre o sangue de Jesus e ficam agitados quando isso é mencionado.

6. Deus equipou o discípulo cristão com arma de defesa em batalha espiritual contra os demônios (Efésios 6:10-17).

7. O Senhor respondeu a Satanás com passagens da Bíblia. A Palavra de Deus nos foi dada como ferramenta de defesa e para atacar Satanás (Efésios 6:17; Hebreus 4:12).

8. Devemos ir contra os demônios do inferno com ajuda dos céus, não com nossos limitados recursos terrenos (Efésios 2:6).

9. Devemos reconhecer que a última vitória já foi ganha por Jesus, que veio para destruir as obras do diabo (I João 3:8) e para destruir o poder de Satanás sobre a morte (Hebreus 2: 14-16). Quando Jesus gritou na cruz "Está consumado", quis dizer que sua obra redentora estava feita. Quando ressuscitou dos mortos, demonstrou poder sobre a morte. Somos vencedores somente se tomamos parte na vitória de Jesus sobre Satanás e seus demônios.

Gênesis



Chave: Princípio

Gênesis; Do grego genesis, origem.

Comentário:
Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1-11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps.12-50), para si. O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas "fontes".

O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do mundo, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas. Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.

Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.

Autor:
Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio, e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros, é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cfe. especialmente João 5:46-47); Lucas 16:31; 24:44). Na tradição da Igreja, o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição.

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Traduzido por João Bentes, da Holman Study Bible, publicada pela A. J. Holman Co. de Philadelphia, Pa (EUA), cfe. A Bíblia Vida Nova, S.R. Edições Vida Nova, São Paulo, Brasil, 1980.


domingo, 15 de abril de 2012

Previsão do futuro



TEXTO Marcos 13, 1-13





INTRODUÇÃO

1. Jesus fala sobre o futuro, seu retorno e permanecermos vigilantes

2. Todo o capítulo 13 de Marcos é deicado a ensinar- mos a viver enquanto esperamos a volta de Cristo.



PROPOSIÇÃO

Previsão do futuro



Sentença Interrogativa

Você se entreressa por saber o que vai acontecer no futuro? Gostaria de que te fosse antecipado?



Sentença de Transição   Não devemos nos deichar levar por afirmações confusas ou interpretações especulativas sobre o que acontecera naquele dia. 13, 5-6 



                                 



I.PRIMEIRO SUBTÍTULO [1º SubtítuHagnos  "já que não sabemos o que o dia nos trará,mas somente que a hora para servir-te  esta sempre presente,que despertemos para as reinvidicações e instantes da tua santa vontade, não esperando para amanhã,mas cedendo hoje."

     1.Primeira subdivisão

        Discussão

     2.Segunda subdivisão

        Discussão



Sentença de Transição

[Uma frase de ligação entre a Proposição e o 2º Subtítulo]



II.SEGUNDO SUBTÍTULO [2º Subtítulo]

     1.Primeira subdivisão

        Discussão

     2.Segunda subdivisão

        Discussão



Sentença de Transição

[Uma frase de ligação entre a Proposição e o 3º Subtítulo]



III.TERCEIRO SUBTÍTULO [3º Subtítulo]

     1.Primeira subdivisão

        Discussão

     2.Segunda subdivisão

        Discussão



Sentença de Transição

[Uma frase de ligação entre a Proposição e a Conclusão]



CONCLUSÃO

1. [Pode ser um Resumo do 1º Subtítulo]

2. [Pode ser um Resumo do 2º Subtítulo]

3. [Pode ser um Resumo do 3º Subtítulo]





ü  2-  Não  devemos  ter medo de falar aos outros a respeito de Jesus Cristo, a despeito do que podem responder ou fazer 13.9-10.                                                                          Hagnos “ será preciso muitas agonias antes que o homem possa ser elevado. E é somente a graça de Deus que o torna “capaz” de ser elevado.

ü  3- devemos nos manter firmes na fé e não nos surpreender com as perseguições 13.13.

ü  4 - Devemos estar moralmente prontos a ser obedientes aos mandamentos na palavra de Deus.



Ø    Este capítulo não foi escrito para promover discussões sobre cronogramas proféticos, mas para nos estimular a uma vida justa diante de Deus, em um mundo onde Ele é amplamente ignorado.

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Pr Elmar Magalhães Santos - Igreja Batista Kairós

TALMUD


A palavra Talmud significa "estudar", "aprender". O Talmud é uma literatura em hebraico e aramaico, que cobre os significados e as interpretações das porções legais do Velho Testamento, assim como dizeres sábios de fontes rabínicas. Ele se estende sobre um período de tempo de um pouco depois de Esdras, por volta de 400 A.C. até aproximadamente 500 A.C.
A ORIGEM E O DESENVOLVIMENTO DA LEI ORAL
Os judeus tradicionais acreditam que uma Segunda lei foi dada a Moisés adicionando a primeira; essa segunda foi dada oralmente e passada de geração em geração de forma oral. O Talmud em si fala a uma origem primitiva, e Pirke Aboth 1:1 relata que é atribuída a Moisés. Outros estudiosos não concordam com essa origem da lei oral e insistem que teve o seu começo e desenvolvimento depois de Esdras. Por exemplo, antes do exílio dos israelitas a Babilônia, não há menção feita pelos profetas sobre um lapso da lei oral. No entanto, as mensagens dos profetas estão cheias de avisos para que eles não abandonassem a revelação escrita dada a Moisés.
Nesse período depois de Esdras ("um escriba hábil na lei de Moisés" Esdras 7:6), mestre sucedia a mestre nas sinagogas e escolas, e o seu entendimento do Velho Testamento era apreciado e memorizado. Através dos séculos, muitas estratégias de memorização foram aplicadas para aprender e lembrar da crescente massa de opiniões e interpretações. Mas, eventualmente, nem mesmo a melhor memória poderia reter todo o material disponível. Finalmente, foi necessário compilar um resumo de todos os ensinamentos essenciais de gerações precedentes e também fazer de uma maneira para que gerações futuras tivessem acesso ao tesouro imenso de pensamento, sentimento religioso e sabedoria de orientação e inspiração. Essa compilação é conhecida como Talmud, uma reposição da lei oral. O povo judeu o considera em segundo lugar depois das escrituras. O Talmud é um pedaço de literatura reorganizado como o máximo da criação nacional e religiosa, e continua ter uma influência profunda sobre o desenvolvimento da visão mundial judaica.
RAZÕES PARA UMA LEI ORAL
Com o fim dos profetas depois do retorno do exílio na babilônia e com o crescimento contínuo da complexidade da vida em Israel e seus relacionamentos com o mundo de fora, apareceu uma necessidade de explicar melhor as leis do Pentateuco (os primeiros cinco livros no Velho Testamento). A primeira intenção, era que a lei oral ajudasse as pessoas a obedecerem a Palavra de Deus.
A lei oral contida no Talmud tinha duas funções. Primeiro, provia uma interpretação da Lei escrita - explicando o que ela significava. De acordo com os rabinos, isso era necessário já que a lei oral possibilitava que as pessoas realmente vivessem a lei escrita. O segundo aspecto da lei oral é que ela modifica e procura adaptar a lei escrita para caber em novas circunstâncias e condições. A lei oral deve fazer a lei escrita um documento usável e atual de geração a geração. Sem a lei oral a lei escrita se tornaria desatualizada. No entanto, a lei oral é necessária para saber o que não fazer e também para enfatizar o que é a boa devoção e lealdade judaica.
É verdade que toda geração tem que encarar novas condições sociais, políticas e econômicas, que faz ser necessária uma aplicação diferente da Palavra de Deus. Mas a Palavra de Deus em si não pode ser mudada para acomodar um desejo pessoal ou para interpretar novos problemas em épocas diferentes.

ÚLTIMOS DIAS


VISÃO GERAL
A Escritura usa a expressão "últimos dias" para descrever o período final da existência da terra. No Velho Testamento, os profetas retrataram os últimos dias como o tempo no qual o Messias chegaria (veja Isaías 2:2; Miquéias 4:1). Os escritores do Novo Testamento de fato se viam como testemunhas que estavam assistindo o desdobramento dos últimos dias. Pedro, por exemplo, explica no seu famoso discurso de Pentecostes que o derramamento de Espírito Santo enchia as palavras de Joel (Joel 2:28): "Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito". Semelhantemente, o autor da carta aos Hebreus declara, "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo" (Hebreus 1:1-2).
OS ÚLTIMOS DIAS NA ESCRITURA
A Escritura ensina que o último dia - o dia do julgamento - concluirá o final dos tempos. No Velho Testamento, esse momento mencionado como "o Dia do Senhor". Geralmente é descrito como um dia horroroso de ira contra os que não se arrependeram. No entanto, para os fiéis será um dia de salvação e vingança. Jeremias e Isaías, por exemplo, previram que durante o Dia do Senhor, Deus faria guerra contra todas as nações más e estabeleceria o seu governo na cidade eterna de Sião (Isaías 4:2; 11:10; Jeremias 50:3-32; veja também Joel 2:1-3; 3:9-16; Amós 5:18-20; 9:11; Sofonias 1:7-18). Deus absolverá ou punirá as pessoas baseando-se em suas condutas. Aqueles fiéis à aliança prosperarão, porém os desleais perecerão. O profeta Habacuque, identifica o justo como sendo uma pessoa fiel (Habacuque 2:4).
Os escritores do Novo Testamento aceitaram essas idéias, no entanto as interpretaram na luz da obra e palavras de Jesus. Eles acreditavam que Deus apontou Cristo para ser julgador dos vivos e dos mortos (Atos 10:42; 17:31). Por essa razão, tanto os que crêem quanto os que não crêem tem que comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba bênçãos ou condenação, de acordo com o que eles fizeram com suas vidas (2 Coríntios 5:10; veja também Romanos 14:10). Paulo e João dizem que as pessoas serão julgadas de acordo com suas obras, se elas foram agradáveis a Deus ou não (2 Coríntios 5:10; Apocalipse 20:12). Esse ensinamento não contradiz, no entanto, a noção de graça. É verdade que ninguém chegou ao padrão perfeito de Deus. Todos pecaram e merecem ser castigados (Romanos 3:23). A nossa culpa é inegável, mas podemos escapar da ira do último julgamento. Os nossos meios de resgate são a morte e a ressurreição de Cristo, pois o ato de Jesus leva a absolvição e a vida para todas as pessoas (Romanos 5:18). Aqueles que confiam no Senhor não são condenados (João 3:16-18) e podem entrar no Dia do Julgamento confiantes (1 João 4:17), pois seus nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 21:27). Aqueles que rejeitarem a Cristo não tem tal recurso. Eles tem que encarar o Dia do Julgamento sem um advogado e serão condenados (Apocalipse 20:11-12).
O SIGNIFICADO DOS ÚLTIMOS DIAS
Os últimos dias são o prelúdio do julgamento final dos que não crêem e a preparação para o amanhecer da glória eterna para os que crêem. Para os fiéis seguidores de Cristo esses são dias de alegria e benção enquanto a igreja espera a redenção. Também são dias de julgamento e aflição para a igreja de Cristo. Mas Deus nos deu a segurança de seu Espírito nos nossos corações e uma amostra do banquete completo, um sinal que promete pagament integral (Romanos 8:23; 2 Coríntios 1:22; 5:5; Efésios 1:14). A realização de que estamos nos últimos dias deve promover uma mudança dramática na qualidade e intensidade em que vivemos as nossas vidas aqui e agora (veja 2 Pedro 3:11-14). Enquanto isso, temos que nos confortar nas palavras de Paulo que dizem que o sofrimento desses últimos dias não são dignos de serem comparados com a glória que nos será revelada (Romanos 8:18).

TEMPLO


VISÃO GERAL

O templo é um lugar de adoração. Para os judeus o templo era um lugar para a adoração e para fazer sacrifícios a Deus, a que eles chamavam de Jeová. Em templos pagãos as pessoas adoravam outros deuses e deusas ou ídolos. Algumas das práticas de adoração nesses templos pagãos eram parecidos com os dos judeus, tais como orar, queimar incenso e dar ofertas e sacrifícios. Mas, algumas adorações dos templos pagãos incluíam sacrifício humano e prostituição, que eram considerados pecado pelos judeus.
Quando os judeus estavam viajando para a terra prometida depois de serem libertados do Egito, eles foram instruídos por Deus a construir um templo móvel que se chamava tabernáculo, para que eles tivessem um lugar para adorar quando eles montassem o acampamento. Mais tarde, Salomão construiu um templo mais permanente para adorar a Deus. O povo via o tabernáculo e os templos como o lugar onde o Espírito de Deus morava. O templo foi destruído e reconstruído várias vezes ao longo da história. Quando Jesus veio, ele ensinou que o "templo de Deus" era mais que um prédio. Os nossos corpos são templos de Deus (1Co 6.19,20) porque ele vive dentro de nós através da nossa fé em Jesus Cristo.

O SIGNIFICADO DO TEMPLO NO VELHO TESTAMENTO
O templo em Jerusalém funcionava como o ponto focal da vida hebraica. Apesar de JeroboãoI ter tentado tirar atenção de Jerusalém estabelecendo santuários em Betel e Dã (1 Reis 12:26-30), Jerusalém nunca perdeu o seu significado. Tanto Ezequias como Josias (reis do sul) tentaram estender a sua reforma para dentro da área das tribos do norte (2 Crônicas 30:1-12; 34:6-7), e Jerusalém era um centro de peregrinação para aquelas áreas mesmo depois de sua destruição (Jeremias 41:5). Os profetas previram o seu destino como o ponto focal de adoração universal (Isaías 2:1-4) O templo era o lugar onde Deus morava entre o seu povo. A presença de Deus simbolizava na glória Shekiná e na coluna de nuvem, era associada com a tenda do encontro (Êxodo 33:9-11), com o tabernáculo (40:34-38) e finalmente com o templo (1 Reis 8:10-11). O paradoxo é que apesar de Deus ser irrestrito, o templo era considerado como o lugar onde Deus viveria pra sempre (8:13, 27). Deus escolheu Sião, como ele escolheu Davi (Salmos 68:15-18), então o templo era visto como a casa de Deus (27:4).

O SIGNIFICADO DO TEMPLO NO NOVO TESTAMENTO

CRISTO E O TEMPLO
Cristo mostrou respeito e zêlo pelo templo quando expulsou aqueles que faziam daquele lugar um local de comércio. (Mateus 21:12-13; João 2:13-16). Jesus chorou sobre Jerusalém ao se aproximar dela no episódio da entrada triunfal. Do local de onde ele montou no jumentinho, o Monte das Oliveiras até à porta hoje conhecida como "Portão Dourado"que fica no lado oriental da cidade, Jesus foi aclamado como Rei. Ele foi até o templo onde pregou à multidão como relatam os evangelhos. A visão profética de Ezequiel no capítulo 43, nos revela o quão significativa a Entrada Triunfal foi e o quão importante o templo era para Jesus, a própria Glória de Deus manifesta naquele local. Ele ensinava lá freqüentemente, mas ele se descrevia como sendo "maior que o templo" (Mateus 12:6). Quando ele foi rejeitado como Messias, apesar de seus milagres, ele previu a destruição inevitável do templo (21:9-15; 24:1-2) como de fato foi destruído pelos romanos em 78 D.C. Cumpriu-se a profecia de Daniel 9:25-26.

O TEMPLO NO APOCALIPSE DE JOÃO

Em Apocalipse, não há um templo físico, apesar de ele continuar usando a imagem de Jerusalém e do Monte Sião (Apocalipse 3:12; 14:1; 21:2; 10, 22). Ele oferece três idéias relacionadas. Primeiro o conceito da igreja feita de mártiris, o qual os seus membros fiéis são templos de Deus (3:12, 14:1). Esse templo aumenta gradativamente conforme cresce o número de mártiris (6:11). Outro aspecto é o templo como o lugar de julgamento (11:19; 14:15; 15:5-16:1). Finalmente, qualquer templo na era moderna é desnecessário, "Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro" (21:22). O estado final será Deus morando com o seu povo - o templo eterno e espiritual.
VINHO
Esta bebida é feita de suco de uva fermentado.
ORIGEM
Noé foi um dos primeiros a produzir vinho (Gênesis 9:21), presumidamente nas encostas do Monte Ararate. Porém, a produção de vinho não era confinada a esta área, pois o Egito e mais tarde a Grécia, adquiriram um apreço pela bebida. De fato, a produção de vinho existiu no período pré-histórico da Mesopotâmia e foi trazido ao Egito antes de 3000 A.C.
Tanto no Egito como na Mesopotâmia achavam que a vinha era protegida por uma deusa. De acordo com a tradição judaica, a vinha foi salva do dilúvio por Noé.
O VINHO NO VELHO TESTAMENTO
A evidência sugere que o vinho no Velho Testamento não era misturado com água e era muito apreciado quando bebido com moderação.]

 Juízes 9:13 apresenta o vinho como "que alegra a Deus e aos homens".

Salmos 104:15 retrata o vinha de uma forma parecida: "o vinho que alegra o seu coração" (Ester 1:10; Eclesiastes 10:19). O uso temperado do vinho era uma parte normal e aceitável da vida (Gênesis 14:18; Juízes 19:19). Sacerdotes levitas de serviço no templo (Leviticos 10:8-9), Nazireus (Números 6:3) e os recabitas (Jeremias 35:1-6) eram proibidos de beber vinho.

O vinho tinha muitas utilidades no mundo do Velho Testamento.
A "oferta de bebida" era vinho (Êxodo 29:40; Leviticos 23:13) e o adorador regularmente trazia vinho quando oferecia sacrifícios (1 Samuel 1:24).
Um suprimento de vinho era estocado no templo para fins sacrificiais (1 Crônicas 9:29).
Algumas vezes o vinho era usado para ajudar o fraco e o doente (2 Samuel 16:2; Provérbios 31:6).
A bebida forte do Velho Testamento parece ter um parentesco próximo com o vinho da Mesopotâmia.
Este mesmo vinho, que continha muito açúcar, provavelmente também tinha um alto teor alcoólico.
Isaías condenava o uso do vinho em excesso (Isaías 28:1-8). Muitas admoestações são dadas nas escrituras quanto a beber vinho em excesso (Provérbios 20:1; 21:17).

O VINHO NO NOVO TESTAMENTO
O vinho no Novo Testamento era uma bebida fermentada que era misturada com uma quantidade grande de água. Também era misturado com fel (Mateus 27:34) e mirra (Marcos 15:23). Há fortes evidências que sugerem que o vinho usado na ceia do Senhor era uma mistura de água e vinho, provavelmente numa porcentagem de 3 pra 1 de acordo com os ditames do Mishna. A frase "fruto da videira" (Mateus 26:27-29) é freqüentemente interpretada como suco fresco de uva. No entanto, suco fresco de uva seria impossível de achar.
O Novo Testamento, assim como o Velho Testamento, argumenta vigorosamente contra o uso nada comedido do vinho. A admoestação bíblica é que não fique bêbado com vinho (Efésios 5:18; 1 Pedro 4:3). Os líderes da igreja tinham que moderar o uso do vinho (1 Timóteo 3:3; 3:8); os gregos dizem que eles não devem ser viciados no vinho "Alcolatras", Por isso se você bebe, faca-o com moderação se se beber não dirija.

SEPULTAMENTO, COSTUMES


A Bíblia fala com freqüência sobre maneiras pelas quais várias culturas enterravam seus mortos, o que revela as diferentes visões sobre a morte e a vida futura. Os antigos egípcios achavam que a vida diária simplesmente continuava após a morte e preparavam seus túmulos com itens práticos e necessários como comida. Os antigos hebreus tinham uma idéia mais espiritual da morte, acreditando que o espírito da pessoa morta iria viver com os fantasmas das gerações anteriores.
SEPULTURAS E TÚMULOS
Entre os hebreus, a pessoa era enterrada onde estava sua família (Gênesis 15:15; I Reis 13:22). A caverna de Macpela em Efrom foi um exemplo de túmulo familiar, negociado por Abraão quando Sara morreu (Gênesis 23). Quando Abraão morreu, Isaque e Ismael colocaram seu corpo no mesmo túmulo (25:9). Lá Jacó enterrou seus pais, Isaque e Rebeca, e também Léa (49:31). José, filho de Jacó, fez seus parentes prometerem que seus restos mortais seriam preservados até que pudessem ser levados para sua terra natal e enterrados junto de sua família (50:25). Samuel foi enterrado em sua casa em Ramá, como uma referência clara a uma área de túmulo familiar (I Samuel 25:1). Joabe foi enterrado em sua própria casa no deserto (I Reis 2:34). O Rei Manassés foi enterrado no jardim do seu palácio (II Reis 21:18) e Josué em sua propriedade particular em Timnate-Sera (Josué 24:30). Os reis tomavam o cuidado de manter sua memória viva através do enterro em cemitérios especiais, frequentemente na cidade de Davi. O Rei Josias determinou antecipadamente o local de seu sepultamento num jazigo (II Reis 23:30). Os corpos eram enterrados em túmulos, isto é, cavernas naturais ou sepulcros feitos na rocha, tal como o que pertencia a José de Arimatéia onde foi posto o corpo de Jesus (Mateus 27: 59,60). Eram também enterrados em sepulturas rasas cobertas com pilhas de pedras que marcavam os túmulos e evitavam que fossem destruídos por animais.
Outros eram marcados por monumentos construídos por amor (Gênesis 35:20) ou honra (II Reis 23:17); pedras eram também amontoadas em lugares de sepultamentos indignos, como no caso de Acã (Josué 7:26) e Absalão (II Samuel 18:17). Os túmulos eram decorados, algumas vezes pintados de branco, de acordo com o prescrito na lei de Moisés. Jesus falou desses "sepulcros caiados" numa referência aos fariseus (Mateus 23:27).
TRATAMENTO DO CADÁVER
Quando Deus assegura a Jacó que a "mão de José fechará teus olhos" (Gênesis 46:4), provavelmente estava fazendo uma referência ao costume de que um parente próximo fechava os olhos do que morreu. Esses parentes também deviam literalmente abraçá-lo e beijá-lo. O corpo era lavado e vestido com as roupas do falecido. Brincos e outros adereços encontrados nas tumbas escavadas são evidência de que eram enterrados completamente vestidos. Soldados eram enterrados totalmente uniformizados, com escudos cobrindo ou protegendo seus corpos armados, a espada debaixo de suas cabeças (Ezequiel 32:27).
Embora os costumes e procedimentos não tenham mudado muito dos tempos do Velho para o Novo Testamento, encontramos neste alguns detalhes adicionais. Por exemplo, em Atos 9:37 menciona-se que os corpos eram lavados, ungidos e envoltos em tecidos de linho com especiarias (Marcos 16:1; João 19:40). Depois as extremidades eram fortemente atadas e a cabeça coberta com uma peça de linho separada (João 11:44).
Depois da preparação, o corpo era carregado num esquife, sem caixão, e colocado num buraco feito na parede de uma câmara escavada na rocha ou diretamente numa cova rasa cavada no chão. O ataúde e o caixão não entravam na cova com o cadáver. As especiarias eram usadas como perfume e para evitar a decomposição rápida do corpo (Marcos 16:1).
Como lemos nos Evangelhos sobre o sepultamento de Jesus, alguns túmulos tinham um selo na entrada, que podia ser uma porta de madeira com dobradiça ou uma pedra lisa moldada de tal forma que podia ser rolada. Esse selo requeria muito esforço para ser reaberto (Marcos 15:46; 16:3-4). Nos tempos do Novo Testamento, os judeus economizavam dinheiro em sepultamentos colocando os ossos secos de seus ancestrais em caixas. Os romanos usavam cofres para guardar as cinzas de um corpo depois de sua cremação.
Embalsamar os corpos não era usual em Israel. Quando Jacó e José foram embalsamados no Egito, foi uma exceção. De acordo com Heródoto, historiador grego, os egípcios começavam as técnicas de embalsamamento retirando o cérebro através das narinas, peça por peça, usando um gancho curvo e longo. Depois a cavidade do cérebro era lavada com uma mistura de resinas e especiarias. O cadáver era limpo e os órgãos colocados em quatro jarras. O corpo era mergulhado numa solução por um período de 40 a 80 dias, dependendo do custo do funeral. Quando pronto para o enterro, era embrulhado da cabeça aos pés em tiras de linho fino e posto num caixão. As jarras colocadas no túmulo junto com o corpo simbolizavam a ressurreição da personalidade depois de sua morte.
A cremação do corpo de Saul e de seus filhos (I Samuel 31:12-13) também foi uma exceção à prática normal. Tácito, historiador romano, escreveu que a piedade dos judeus requeriam o sepultamento em vez da cremação de corpos mortos. Sob a lei mosaica tal ato era feito somente como castigo ou julgamento (Levítico 21:9; Josué 7;25).
Também de acordo com a lei de Moisés, uma pessoa ficava cerimonialmente impura se tocasse num cadáver ou estivesse de luto. Não era permitido a um sacerdote fazer luto e não deveria se contaminar se aproximando de uma pessoa morta, mesmo se fossem seu pai ou sua mãe. Ele não deveria profanar o santuário do seu Deus ausentando-se dele para ir ao funeral de um parente, porque era considerado santo pela unção do óleo do seu Deus (Levítico 21:10-12)

O VALOR DO TRABALHO


O ponto de vista positivo da bíblia quanto ao trabalho está enraizado em seus ensinamentos sobre Deus. Diferentemente de outras escritas religiosas, que falam sobre a criação como sendo algo inferior a dignidade do Ser Supremo, as escrituras descrevem Deus como um trabalhador. Como um trabalhador manual, ele fez o universo como "obra de seus dedos" (Salmos 8:3). Ele trabalhou com a sua matéria prima assim como um oleiro trabalha com a argila (Isaías 45:9). O Todo Poderoso teve até o seu dia de descanso (Gênesis 2:2-3) e teve a satisfação de ver o trabalho feito no final dos sete dias (1:31). Essa descrição vívida da bíblia de um Deus trabalhador chega ao seu clímax com a encarnação de Jesus. O "trabalho" que foi dado para Jesus fazer (João 4:34) foi, logicamente, a tarefa única da redenção. No sentido usual da palavra, ele também era um trabalhador. Seus contemporâneos o conheciam como "um carpinteiro" (Marcos 6:3). Nos tempos do Novo Testamento a carpintaria era um trabalho pesado. Então o Jesus que entrou no templo e virou mesas tirando os homens e os animais dali (João 2:14-16), não era um homem fraquinho e sim um trabalhador cujas mãos já tinham sido calejadas pelos anos de trabalho com o machado, o serrote e o martelo. O trabalho físico duro não estava abaixo da dignidade do Filho de Deus. O trabalho não chegou ao mundo como um resultado direto do pecado (apesar de o pecado ter estragado as condições do trabalho, Gênesis 3:17-19). O trabalho havia sido planejado por Deus desde o começo (Salmos 104:19-23). Com essa enfaze na dignidade e a normalidade do trabalho, não é de se surpreender que as Escrituras condenam fortemente a preguiça. "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos, e sê sábio;" (Provérbios 6:6, RSV).
TRABALHANDO PARA CRISTO
Deus é um Deus trabalhador que se agrada quando o seu povo trabalha duro e conscientemente. Essa convicção está no coração dos ensinamentos bíblicos sobre atitudes cristãs para com trabalhos seculares. E, naturalmente, o Novo Testamento estende a mesma ênfase positiva para cobrir todos os trabalhos cristãos, remunerados ou não. O mundo é o campo de colheita de Deus, disse Jesus, esperando que os ceifeiros cristãos entrem e evangelizem (Mateus 9:37-38). Paulo usou a mesma ilustração agricultora e ainda complementou (1 Coríntios 3:6-15). Todos os cristãos deveriam se enxergar como "cooperadores de Deus" (3:9).

VIDA FAMILIAR E RELACIONAMENTOS


Deus fez algo maravilhoso quando criou as famílias. Embora as famílias tenham mudado desde os tempos bíblicos, sempre funcionaram da mesma forma básica. As famílias devem ser lugares de encorajamento e amor. Abrigos nas tempestades da vida. Deus ama tanto as famílias que criou uma família para o Seu próprio Filho - Jesus Cristo. Ele valoriza o papel da família e criou-a para ser o centro do crescimento e desenvolvimento. Cada membro tem um determinado papel. Os filhos aprendem a cuidar de si mesmos e de outros na família. Os pais ensinam suas famílias a conhecerem a Deus e a andar com Ele. Deus inventou a família milhares de anos atrás e ainda hoje é uma de suas criações favoritas.
A FAMíLIA NA BíBLIA
Nos tempos bíblicos, a família se compunha de um ajuntamento. Incluía não só pais e filhos, com outros parentes, mas também empregados, viajantes, estrangeiros e qualquer outra pessoa que estivesse na casa. O chefe da família protegia a todos. A família de Jacó, por exemplo, abrangia três gerações (Gênesis 46:8-26). Biblicamente, o termo "família" se confunde com "casa". De fato, "fundar uma casa" pode se referir a organizar uma habitação separada, bem como estabelecer uma família. Em sentido amplo, "casa" pode se referir a uma nação inteira ("casa" de Israel). Os chefes das famílias voltando do seu exílio na Babilônia controlavam algumas vezes centenas de familiares. (Esdras 8:1-14). A família era uma pequena parte de um clã ou tribo. Nos tempos nômades, as responsabilidades e vassalagens se concentravam no grupo familiar maior enquanto ele se mudava de lugar para lugar. Aqueles que pertenciam ao clã sabiam que tinham que trabalhar pelos interesses comuns e ter responsabilidade por todo o grupo. Cada um protegia o outro e tomava providências para outros membros da família em tempos de necessidade.
Com as vidas dos isrealitas estabelecidas, famílias (no sentido mais amplo da palavra) começaram a viver em pequenas cidades circundadas por campos de trigo, cevada e linho, com áreas de pastagens para ovelhas e cabras. Um grupo familiar misto, interdependente, tal como os danitas, de Zorá e de Estaol (Juízes 18:11) compunha cada grupo de cidades. As pessoas tinham que compartilhar a carga de trabalho e cooperar para que a família inteira sobrevivesse a condições adversas.
Como o trabalho artesanal e o comércio se desenvolveram junto com atividades mais sedentárias, os filhos aprenderam as habilidades de seus pais e continuaram os negócios da família. Consequentemente, toda a cidade tinha que seguir um determinado ofício (I Crônicas 4:14; Neemias 11:35). Especializando-se am alguns negócios, entretanto, as pessoas se tornaram menos autosuficientes, dependendo mais deos agricultores para a alimentação e de outras cidades que se especializaram na produção de roupa e cerâmica (I Crônicas 4:21-23).
GRUPOS FAMILIARES MENORES
Com o crescimento das cidades, grupos que se relacionavam viviam juntos em áreas específicas. Neemias (Neemias 11:4-8) e o escritor de Crônicas (I Crônicas 9:3-9) registraram que muitos membros das tribos de Benjamim e Judá viveram em Jerusalém. Os grupos familiares começaram a se fragmentar em grupos menores que se mudaram para as cidades. O grupo familiar ficou ainda menor à proporção que os limites da família mais ampla se estreitava. A família típica era formada de marido, mulher e seus filhos. Como as casas eram pequenas, todos moravam numa só casa.
Durante o período dos reis, Amom e Absalão, filhos do Rei Davi, estabeleceram suas próprias casas separadas (II Samuel 13:7-8, II Samuel 20). Naquele tempo, havia poucos escravos na sociedade hebraica, mas eles também eram considerados membros da família. Como os limites mais amplos da família se diluíram, o chefe da família perdeu um pouco de sua autoridade. Como resultado, a sociedade ficava formada de modo que o rei era soberano e todas as pessoas lhe eram sujeitas.

SALVAÇÃO, O PLANO DE


INTRODUÇÃO
A salvação é o plano de Deus de dar uma chance para as pessoas escaparem do pecado e da morte. A bíblia revela este plano. Deus enviou o seu filho, Jesus Cristo, ao mundo para morrer em nosso lugar. É por isso que chamamos de salvação - fazendo isso, Deus nos livrou do castigo e da morte que merecemos. A salvação é um dos temas principais tanto no Velho como no Novo Testamento.
A SALVAÇÃO NO VELHO TESTAMENTO
A SALVAÇÃO NA HISTÓRIA
O conceito que Israel tem de salvação foi enraizada em Êxodo - quando Deus libertou o seu povo do Egito e os guiou à terra prometida. Em Êxodo, Israel testemunhou a salvação do Senhor em primeira mão. Poetas e profetas freqüentemente falavam da salvação de Deus em relação à experiência em Êxodo. Outros eventos históricos ajudaram a moldar o entendimento de Israel sobre salvação.
A SALVAÇÃO ENFOCA AS NOSSAS NECESSIDADES
A bíblia diz que toda pessoa que já viveu é um pecador (Romanos 3:23). O pecado é resultado da desobediência aos comandos de Deus, por exemplo, mentir, enganar, roubar e invejar outra pessoa. O pecado nos separa de Deus já que Deus é santo e o pecado e a santidade não podem coexistir. A bíblia nos diz que o salário do pecado é a morte para todos (6:23).
Quando os Israelitas clamaram a Deus, eles esperavam e acreditavam que Deus os salvaria (Salmos 35:9; 65:5). Isso foi um ato de fé e abriu espaço para o ensinamento do Novo Testamento de aceitar a obra de Cristo na cruz pela fé (Efésios 2:8-9). Nós nunca merecemos o favor de Deus, a salvação é o seu presente para nós.
A SALVAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
JESUS CRISTO E A SALVAÇÃO
O Novo Testamento nos ensina que Jesus Cristo é a fonte para a salvação (2 Timóteo 2:10; Hebreus 5:9). Como Filho de Deus, Jesus viveu uma vida sem pecado e perfeita. No entanto, Deus permitiu que Cristo pagasse pelos nossos pecados. Nós merecíamos a sentença de morte pelos nossos pecados, mas Jesus pagou o preço. Ele se tornou o nosso substituto. A bíblia diz que Jesus morreu na cruz para pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 5:8). Ele tinha que ser castigado para que nós pudéssemos ter paz com Deus.
O papel de Jesus na salvação é de "mediador" - o que nos representa diante de Deus (Hebreus 2:10; 7:25). A bíblia nos ensina que a salvação não é alcançada por esforço humano. É obra de Deus (1 Tessalonicenses 5:9) e é oferecida como presente para nós pela sua graça (Efésios 2:8-9). Desde o começo, a salvação era o plano incrível de Deus. Esse plano é mostrado nas escrituras (2 Timóteo 3:15) e é compartilhado por aqueles que contam da graça de Deus (Efésios 1:13).
A SALVAÇÃO NA BíBLIA
A bíblia usa muitos outros termos para nos dar uma mostra do que significa a salvação. A bíblia fala de se tornar vivo em Cristo. Jesus descreve isso como sendo "nascido de novo" (João 3:3). A justificação é um termo complicado que nos descreve diante de Deus inocentemente. A palavra redenção nos diz como fomos resgatados: Jesus nos redimiu. Ele comprou a nossa liberdade com a sua própria morte. A palavra reconciliação descreve a mudança do nosso relacionamento com Deus - agora somos reconciliados com ele. A palavra propiciação amarra o sistema do Velho Testamento de sacrifício animal com a descrição do Novo Testamento da morte de Jesus como uma maneira de se livrar da ira de Deus. Cada um desses termos (e outros) compartilha algo em comum com o conceito bíblico de salvação. Elas são como peças de um quebra cabeça que se unem para mostrar a pessoa e a obra de Jesus Cristo, o Salvador.

ÚLTIMAS SETE FRASES DE JESUS


Essas são as últimas palavras relatadas que Jesus falou da cruz. Essas sete sentenças (citadas abaixo da versão King James da bíblia) podem ser encontradas nos quatro evangelhos, apesar de não aparecer todas as frases em um só evangelho. As duas primeiras e a sétima só são encontradas no livro de Lucas; a terceira, a quinta e a sexta somente no livro de João; e a quarta tanto no livro de Mateus como no livro de Marcos. Diz a tradição que elas foram ditas na ordem que estão aqui, mas nós não sabemos por certo qual é realmente a ordem verdadeira. Também não sabemos se Jesus falou outras coisas da cruz ou se as sete sentenças são um resumo de um discurso mais longo. Porém, considerando a dor que ele sentia, não seria nenhuma surpresa se Jesus falou somente isso.
1. "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34).
Essa é a única frase das sete que é questionada pelos estudiosos; Muitos dos melhores manuscritos gregos não a contém. Mesmo que haja alguma dúvida, certamente cabe no que conhecemos de Jesus e seu amor. Alguns versículos antes, Jesus se mostra mais preocupado com os outros do que com si próprio (Lucas 19:41; 22:50-51; 23:28). Jesus viveu os seus próprios ensinamentos e orava por aqueles que estavam torturando-o (6:27-28). Certamente que os soldados e os líderes judaicos não eram totalmente ignorantes de seus atos naquele momento (veja Atos 3:17), mas eles sabiam com certeza a real importância do que eles estavam fazendo. Para os cristãos, é sempre mais importante se lembrar de pedir a Deus que perdoe os seus inimigos do que dar motivos do porque aquela pessoa precisa ser perdoada. No final, o perdão não demanda uma razão; é a graça.
2. "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43).
Lucas não relata esse depoimento para nos dar uma teologia complicada sobre a vida após a morte, mas para nos mostrar como o Senhor responde à fé do ser humano. Um criminoso se junta à multidão que estava zombando e só consegue o silêncio de Jesus (Lucas 23:40), mas o outro reconhece não só a inocência de Jesus, mas que a cruz era só um prelúdio de se reino (23:40-42). Jesus prometeu a esse homem que ele estaria com ele no paraíso. Aqui é novamente a graça, pedida e recebida.
3. "Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí tua mãe." (João 19:26-27)
João mostra Jesus totalmente no controle da situação durante a crucificação. Aqui ele calmamente cuida se sua mãe ao invés de focar no seu sofrimento. Maria também estava sofrendo enquanto a "espada" transpassou a sua alma (Lucas 2:35). Jesus agora muito mais como o seu Senhor do que como seu filho, se lembra de seu relacionamento natural e espiritual com Maria. Não sabemos o porque que os irmãos de Jesus não estavam ali para cuidar de Maria, ou porque que João foi escolhido para fazê-lo, mas talvez tenha sido porque ele estava ali na Golgotha e Jesus sabia que ele era confiável.
4. "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46; Marcos 15:34).
Já haviam se passado horas desde a primeira frase, e de repente Jesus gritou as primeiras palavras do Salmo 22:1. Marcos as relatou na língua nativa de Jesus, aramaico, enquanto Mateus as mudou para o hebraico. O significado do clamor é explicado como sendo uma expressão do sentimento humano, um depoimento de desaponto por Deus não ter o libertado, uma expressão de separação de Deus porque ele carregava o pecado de toda humanidade, ou como uma citação do salmo inteiro que termina triunfantemente. Apesar de o significado completo desse clamor ser um mistério somente conhecido por Jesus e se Pai, é provável que, porque o salmo é um clamor a Deus por vingança, Jesus esta pedindo por isso. Ele clama a Deus para mostrar que ele é verdadeiramente o escolhido de Deus. A petição é respondida: Deus ressuscitou seu Filho dos mortos três dias depois.
5. "Tenho sede." (João 19:28).
No começo da crucificação, ofereceram a Jesus um vinho com uma substância para que ele agüentasse a dor da crucificação. Ele recusou (Mateus 27:34; Marcos 15:23). Agora, severamente desidratado, Jesus aceita o vinagre dos soldados (João 19:29), que aguçaria os seus sentidos para o clamor final. Ele precisava daquilo, pois já fazia seis horas que ele estava pendurado ali. Talvez este seja o ponto na vida de Jesus aonde vemos mais claro a sua humanidade. João viu esse ato como um cumprimento do Salmo 22:15 (e talvez 69:21).
6. "Está consumado" (João 19:30).
João termina o relato da crucificação com este depoimento simples (uma única palavra no grego). Essa sentença naturalmente revela o alívio e a satisfação de Jesus de ter acabado a dor e a agonia, que a morte o livraria, mas João dá a palavra uma definição mais profunda. De acordo com João, Jesus estava no controle de toda crucificação. Jesus disse que ninguém poderia tirar a sua vida - que ele daria por escolha própria (João 10:18; 19:10-11). Sabendo que ele tinha cumprido totalmente a vontade do Pai, ele voluntariamente deu sua vida. O que estava consumado ali não era simplesmente a sua morte, nem a sua vida, nem a obra de redenção, mas a razão de ele estar aqui nesse mundo. O último ato de obediência foi realizado. Jesus declara a sua vida "terminada" e se retira do palco até a sua ressurreição que começa um novo ato.
7. "Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46).
Lucas tem uma imagem diferente de João e dos outros escritores do evangelho sobre o fim. Mateus e Marcos terminam dizendo somente que ele deu um "grande brado". João termina com a obra consumada. Lucas termina dizendo que o grande brado foi uma citação do Salmo 31:5. A citação começa com "Pai", a palavra Aba, que é mais parecido com a nossa palavra "Papai" do que "Pai". O relacionamento de Jesus com Deus não é quebrado até o fim. Ele se entrega nas mãos do mesmo Pai que ele serviu em vida.

FILÍSTIA, FILISTEUS


A Filístia era um pequeno país no sudoeste da Palestina. Ela se localizava na costa do Mar Mediterrâneo. Os filisteus eram pessoas que viviam nesta área antigamente. A bíblia fala dos filisteus muitas vezes porque eles viviam muito perto dos israelitas. Havia guerra entre os israelitas e os filisteus freqüentemente por causa de terra. Em alguns casos, Deus usou os filisteus para conquistar os israelitas como punição pela desobediência de Israel a Deus e por causa de adoração a ídolos.
OS FILISTEUS E ISRAEL
A primeira vez que os filisteus são mencionados na bíblia é em Gênesis 10:14, aonde é dito que os filisteus eram descendentes dos casluins (1Crônicas 1:12). Tanto Abraão como Isaque tiveram contato com os filisteus em Gerar em incidentes paralelos envolvendo suas esposas (Gênesis 20:2; 26). Nessas histórias, no entanto, os filisteus não estão na costa e sim em Gerar (Gênesis 26:33). Nas duas referências, o rei de Gerar tem o nome de Abimeleque, que era um nome comum em Israel. Depois que os israelitas conquistaram Canaã, os filisteus começaram a exercitar a superioridade sobre os eles. Eles eram um povo agressivo que gostava de guerra, e eles tinham armas melhores. Eles usavam o ferro, e eles controlavam completamente a manufatura do ferro naquela área. O seu controle sobre Israel os permitiu proibir os israelitas de fazerem armas de ferro. Isso forçou os israelitas a irem a Filistéia até mesmo quando eles precisavam afiar ferramentas (1 Samuel 13:19-22). Os israelitas eram tão mau armados que só Saul e Jonatás é que tinham uma espada ou uma lança (1 Samuel 13:22). Arqueólogos acharam instalações para fazer ferramentas de ferro em Asdod, Tell Qasile, Tell Jemmeh e Tel Mor.
Quando os israelitas começaram a adorar ídolos, Deus usou os filisteus para punir o seu povo escolhido. Sangar libertou Israel matando seiscentos filisteus com uma aguilhada de bois (Juízes 3:31). As histórias sobre Sansão, mostram que ele teve muitos encontros com os filisteus (Juízes 13:1-16). Essa história também demonstra que havia casamentos entre israelitas e filisteus,o que era contra a lei de Deus para os israelitas no Velho Testamento.
As guerras entre Israel e os filisteus pode ser achada em 1 Samuel. Os filisteus ganharam esse rounde e capturaram a arca da aliança (1 Samuel 4:17), que foi retornado depois de sete meses porque Deus mandou pragas em cima deles (1 Samuel 5:1-6:21). Mais adiante quando Samuel se tornou o líder de Israel, os filisteus começaram um ataque em Mizpá, mas Deus deu a vitória a Israel. Nesta ocasião, Samuel colocou uma pedra memorial e a chamou de Ebenézer, que significa "Até aqui nos ajudou o Senhor" (1 Samuel 7:12). Os filisteus não invadiram Israel de novo durante a vida de Samuel, e Israel pegou de volta cidades que tinham sido tomadas pelos filisteus (1 Samuel 7:14). A maior atividade dos filisteus em território israelita veio durante o reino do Rei Saul, o primeiro rei de Israel. Mais de oitenta referências aos filisteus são relacionadas a aquele período. Os filisteus estabeleceram postos avançados ou fortes em várias partes de Israel (1 Samuel 10:5; 1 Samuel 13:3). Jônatas derrotou os filisteus em Geba (1 Samuel 13:3). Essa vitória ajudou os israelitas a vencerem os filisteus em batalhas posteriores (Gênesis 14:1-5).
Outro confronto entre os filisteus e Israel aconteceu no Vale do Carvalho, aonde os filisteus desafiaram Israel a encontrar um adversário que fosse a altura de seu campeão, Golias, num combate de um a um (1 Samuel 17:1-11). O jovem pastor Davi, matou Golias com a ajuda de Deus. Davi se tornou um herói nacional, mas Saul ficou com inveja e Davi se tornou um homem procurado. Enquanto ele evitava o exército de Saul, os homens de Davi resgataram a cidade de Queila dos filisteus (1 Samuel 23:1-5). Eventualmente, Daví pediu ajuda de Áquis, que era o rei de Gate, que deu a cidade de Ziclague a Daví que usou ali como sua base enquanto ele fazia ataques a Neguebe (1 Samuel 27).
Quando os filisteus estavam se preparando para a guerra contra Israel, Áquis pediu a Daví que se juntasse às forças filistéias e Daví concordou. Os senhores dos filisteus votaram a favor dessa decisão por que eles tinham medo que Davi se virasse contra eles (1 Samuel 28-29). Nessa batalha, Saul e seus filhos foram mortos no monte Gilboa pelos filisteus (1 Samuel 31:1-7). Os filisteus cortaram a cabeça de Saul, colocaram a sua armadura no templo de Astarote em Bete-sã e penduraram o seu corpo na parede daquela cidade (1 Samuel 31:8-11).
Quando os filisteus viram que Davi tinha se tornado rei, eles tentaram destruí-lo. Davi os venceu de Geba a Gezer (2 Samuel 5:17-25). Ele quebrou completamente o poder dos filisteus, e apesar de eles tentarem fazer uma guerra contra Israel, eles não tiveram sucesso (2 Samuel 21:15-21).
Não há muita referências dos filisteus nos livros proféticos, apesar de haver um capítulo pequeno no livro de Jeremias sobre eles (Jeremias 47:2). Os filisteus se misturaram gradualmente à cultura cananita e desapareceram das páginas da bíblia e da história também. No entanto, o nome Palestina, é uma lembrança de sua presença na terra antigamente.